ARCO Lisboa 2022

Tiago Baptista

The gaze of the lamb, 2022
Óleo e tinta spray sobre tela, 200 x 163 cm

The gaze of the lamb, 2022
Óleo e tinta spray sobre tela, 200 x 163 cm

Esguicho, 2020
Óleo sobre papel, 56 x 41 cm

Esguicho, 2020
Óleo sobre papel, 56 x 41 cm

Flama, 2022
Óleo e tinta spray sobre tela, 61 x 46 cm

Flama, 2022
Óleo e tinta spray sobre tela, 61 x 46 cm

Sem título, 2019
Óleo sobre papel, 42 x 29,5 cm

Sem título, 2019
Óleo sobre papel, 42 x 29,5 cm

Tiago Baptista
Stand I04
ARCO Lisboa 2022
19.05.22 – 22.05.22

Durante a ARCO Lisboa 2022, iremos apresentar um projeto a solo de Tiago Baptista (n.1986, Leiria) com trabalhos recentes, instalados numa estrutura site-specific de maneira não-formal. Ao fazê-lo, os temas e o modus operandi da prática do artista são reforçados. A instalação, composta por trabalhos em papel e tela, esbate as fronteiras entre interior e exterior, superfície e estrutura, representação figurativa e abstração. A estrutura-esqueleto que é proposta para o stand faz lembrar as construções históricas do século XVII, agindo como uma plataforma que se torna numa passagem, o nosso foco muda e concentra-se nas peças e no seu conteúdo. Nestas composições carregadas, são visíveis associações aparentemente improvisadas, que criam narrativas com inícios e fins abertos, para além de agirem como entidades independentes. Referências a desafios quotidianos, preocupações ecológicas, literatura, história, cultura e identidade fazem crescer esta aparente aleatoriedade. Estas associações multifacetadas revelam o cruzamento de várias referências ideológicas, desvendando caminhos visuais a serem percorridos, abrindo estados de pensamento imersivo ou de contemplação. A razão da apresentação destes artifícios parece oscilar entre o revelar e o esconder dos processos e raison d’être dos temas do trabalho de Baptista. Em vez disso, talvez os trabalhos pareçam agir como “pausas” dentro do fluxo de consciência do artista, permitindo ao espetador ter acesso aos reinos existentes no(s) mundo(s) do autor. E agora, o que nos resta é decidir que associações fazer, interpretar e se de todo, foi esta a intenção do artista ou não.

 

 

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