Claire de Santa Coloma
Eclipse
Sem título (Touch), 2024
Papel recortado, 125 x 125 cm
Sem título (Touch), 2024
Papel recortado, 125 x 125 cm
Sem título (Eclipse), 2024
Papel recortado, 125 x 125 cm
Sem título (Eclipse), 2024
Papel recortado, 125 x 125 cm
Sem título (One), 2024
Papel recortado, 160,5 x 125 cm
Sem título (One), 2024
Papel recortado, 160,5 x 125 cm
Vista de exposição. Foto: Bruno Lopes
Sem título (Touch), 2024
Papel recortado, 125 x 125 cm
Sem título (Eclipse), 2024
Papel recortado, 125 x 125 cm
Vista de exposição. Foto: Bruno Lopes
Rest, 2024
Carvalho, 54 x 93 x 56 cm
Sem título (One), 2024
Papel recortado, 160,5 x 125 cm
Vista de exposição. Foto: Bruno Lopes
Pebble, 2024
Carvalho, 43 x 86 x 52 cm
Sem título (Flower), 2024
Papel recortado, 125 x 125 cm
Sem título (Flower), 2024 (detalhe)
Vista de exposição. Foto: Bruno Lopes
Beach, 2024
Ñandubai, acácia, freixo, brea, dammara australis, pó de grafite, Dimensões variáveis
A 3+1 Arte Contemporânea tem o prazer de apresentar Eclipse, a mais recente exposição individual de Claire de Santa Coloma (1983, Buenos Aires) na galeria.
O trabalho de Claire de Santa Coloma contém um forte sentido de fisicalidade, onde a intensão da artista é influenciada pelos materiais usados. As suas esculturas de madeira são frequentemente guiadas pela forma e estado originais do material, tentando aproveitar o máximo possível da matéria, com o mínimo de gestos. São obras cujo tema se centra na ideia de escultura em si, uma vez que o foco é sempre o material e a sua forma. Esta noção está também presente nas suas obras sobre papel onde o acto de desenhar é um gesto evidentemente escultórico.
Em Eclipse, Santa Coloma continua a explorar estas ideias, numa exposição meditativa e completamente depurada, centrada num número restrito de desenhos e esculturas. Nos desenhos da série Cut-out, a artista faz centenas de pequenos e precisos cortes no papel, numa ação morosa que resulta em formas orgânicas e abstratas. Estes são trabalhos que refletem sobre a passagem do tempo e a impermanência, que se completam com a luz, mudando – quase imperceptivelmente – à medida que esta se altera. As esculturas de madeira – todas feitas a partir de árvores endémicas da Argentina – que acompanham estes desenhos convidam o visitante a sentar-se, contemplar e meditar sobre a materialidade das obras expostas. Quando postas em comparação, descobrimos um jogo de gravidade, onde as esculturas tanto evocam a ideia de peso, de um corpo firmemente assente na terra, como a sensação de leveza, de um astro a flutuar no espaço.
A folha de sala da exposição terá um texto de Sara de Chiara.